Enquanto o Itans secou em três dimensões, os cofres públicos das três esferas enchem de dinheiro público a gestão de Caicó para festas e carnavais.

A atual situação hídrica da nossa região é alarmante. O Açude Itans está seco, a zona rural sofre com a falta de água para o consumo humano e para os animais, famílias inteiras vivem a angústia da escassez e da incerteza. Em meio a esse cenário de sofrimento, o que se vê por parte da gestão municipal é um completo desalinhamento de prioridades.

Enquanto o povo enfrenta sede, os cofres públicos são usados com esbanjamento para festas, shows e eventos milionários. A gestão parece governar de costas para a realidade do município. O prefeito, que muitos já chamam de “prefeito das festas, das multas e das taxas”, só sabe anunciar atrações, palcos e carnavais, como se música resolvesse a falta d’água ou matasse a sede do homem do campo.

O caso mais recente é emblemático: o pagamento de um contrato no valor de R$ 400 mil para um show da cantora Vanessa da Mata — um gasto que não trouxe retorno concreto para o município, não gerou desenvolvimento estrutural, não levou água a quem precisa, nem melhorou a vida do povo. Trata-se de pura ostentação com dinheiro público, em um momento em que cada real deveria ser tratado com responsabilidade e sensibilidade social.


Falta empatia, falta planejamento e, sobretudo, falta compromisso com as necessidades básicas da população. Governar não é promover festas enquanto o povo sofre; governar é priorizar o essencial. Água é vida. E hoje, infelizmente, a atual gestão prefere o brilho dos palcos ao clamor silencioso de quem convive diariamente com a escassez hídrica.


Essa conta não fecha — e quem paga, como sempre, é o população mais necessitada, da zona rural principalmente quando não é atendida com suas reinvindicações por água de beber. 

Por Flávio Modesto.



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